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sábado, janeiro 31, 2004
Posted
12:02 AM
by André Melo
A foto que saiu no jornal
Para os que não sabem, estou com uma foto no caderno Fun da Gazeta do Povo, onde todos podem conhecer o André ao vivo e em cores. Porém, como sei que existe uma boa quantidade de meninas, moças e mulheres que não tem acesse a este diário curitibano, estou botando um link com a minha foto publicada. É só clicar e me ver num momento casual, lendo um revista qualquer...
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sexta-feira, janeiro 30, 2004
Posted
11:56 PM
by André Melo
É chato ser famoso...
Conclusão tirado enquanto André Melo raspava a pelanca do fundo do pé
Hoje quando entrei no ônibus, notei que o cobrador tinha me reconhecido da minha foto que sai no jornal, ele não parava de me encarar. Eu, logicamente, não dei bola, uma das coisas que li na cartinha dos famosos é que não devemos dar bola pros fãs (a menos que usem meias de mulher na cabeça e objetos pontiagudos).
O ônibus seguia e ele me encarando, o ônibus seguia e ele me encarando. Pombas, teve uma hora que eu me enchi. Deixei a finesse de lado e parti para a ignorância.
— O que foi, nunca viu um famoso colunista desconhecido de um famoso jornal desconhecido que escreve uma coluna desconhecida?
Ele, logicamente, ficou todo sem graça e por fim disse:
— É que o senhor ainda não pagou a passagem...
Pois é, ser famoso é foda, só perde para ser desconhecido.
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terça-feira, janeiro 27, 2004
Posted
8:49 AM
by André Melo
Passagem Proporcional
Subi no ônibus atento com a mão no bolso, pois é lá onde guardo as moedas para a passagem. Moedas, que por sinal, se tornam cada vez mais necessárias a cada reajuste de tarifa. Um punhado de moedas não é mais suficiente, tem que ser um punhado e mais uns quebrados.
Quando juntei a dinheirama para passar pela catraca quase caí para trás, não tinha mais catraca! No lugar do tradicional cobrador recebendo o dinheiro havia apenas um homem distribuindo panfletos enquanto as pessoas entravam livremente no ônibus. Espere aí, será que estava no lugar certo?
Peguei o meu panfleto e entrei confuso. Mais confuso ainda fiquei quando vi dentro do ônibus os bancos vazios e as pessoas de pé. Por que não se sentam, ora bolas? E pensar que antes eu tinha que simular uma indisposição para conseguir sentar, nesse ônibus eu podia até escolher porque ninguém queria sentar. Devia ser um surto coletivo de hemorróidas, talvez hemorróidas asiática.
Para mostrar que não dava a mínima, sentei sem me importar com os outros. Não demorou muito, senti que alguém tinha pêgo o meu panfleto. Era o cobrador que não cobrava, ele tinha riscado qualquer coisa no panfleto e me devolveu. Só quando peguei de volta é que notei que não era um simples panfleto, era sim uma ficha, como essas fichas de consumação que recebemos em bares e casas noturnas. No lugar onde ele tinha assinalado estava escrito em letras miúdas “banco na janela”.
Como é? O queria dizer tudo aquilo? Sem entender patavina, abri a janela e botei a cuca para funcionar. Rapidamente o cobrador voltou e pegou novamente a minha ficha. Assinalou outro “x” e me devolveu. Lá estava escrito “abrir janela”.
— Espere... espere um pouco! – chamei o cobrador. – O que é isso aqui? – perguntei mostrando a ficha.
— Uma ficha.
— Sei que é uma ficha, mas por que isso?
— Ainda não sabe? Bom, é que agora a prefeitura está com uma forma diferente de cobrar a tarifa de ônibus, é a “Passagem Proporcional”.
— “Passagem Proporcional”?
— Isso mesmo, Curitiba sempre inovando agora está com essa, “Passagem Proporcional”, onde o passageiro paga apenas o que utiliza.
— Mas eu só quero chegar ao trabalhar, como todo mundo aqui!
— Certo, moço, mas o senhor se sentou no banco, que custa RS 1,00.
— RS 1,00 para viajar sentando!?
— Não, espere aí, sentado no banco da janela é R$ 1,10.
— R$ 1,00 pra ir sentado e R$ 1,10 pra ir sentado na janela. Agora tô entendo porque está todo mundo viajando em pé...
— Além disso, o senhor abriu a janela, o que é um acréscimo de 50 centavos.
— 50 centavos só para abrir a janela?
— Isso mesmo.
— Não, então pode deixar que eu fecho agorinha mesmo! – fechei a janela enfezado.
— 50 centavos para abrir, mais 50 centavos para fechar, já são R$ 1,00 em janela.
— R$ 1,00 só com a janela? Pra mim já chega, é melhor eu sair antes que acabe me endividando por completo! Quanto que ficou?
— R$ 1,10 de banco e R$ 1,00 em janela dão R$ 2,10.
— R$ 2,10? Êta robalhaira...
— Como vai ser: dinheiro, cheque ou cartão?
— Tá aqui – respondi despejando metade da Casa de Moeda. – e agora me dá licença – puxei a cordinha irritado.
— Só um pouquinho, senhor!
— Que foi agora?
— Solicitar a parada custa 75 centavos.
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sábado, janeiro 24, 2004
Posted
10:44 PM
by André Melo
Um amigo no estrelato
André Melo fala de uma amizade talentosa
Quase caí pra trás quando fiquei sabendo, jamais soube que Alessandro Martins alimentava esses dotes artísticos. Conhecia-o apenas do jornal que trabalha (entregando nos sinaleiros com muito destreza e discrição) além do blog onde expõe sua veia literária. Blog que, por sinal, faço questão de recomendar por ser bem escrito, na medida certa (o desgraçado sabe sintetizar muitas coisas em poucas palavras).
Até aí tudo bem, por mim sua ligação com a arte acabava por aí, na literatura. Engano meu, boatos correram aos meus ouvidos sem que merecessem muita atenção. Falavam que o Alessandro também atuava. De certa forma não estavam errado, sempre achei que era um pouco canastrão, daria até para ser ator ou político. Mas não era bem isso.
Quando me explicaram mais detalhadamente, não pude acreditar. Era não era um simples atorzinho desses por aí, ele trabalhava num seriado americano!

O episódio começou e já imaginei o Alessandro voando por aí usando roupa azul e capa vermelha. Iria ficar engraçado, é verdade, mas ele tem mesmo a maior pinta de super-herói. Instantes depois, apareceu Clark Kent e constatei que não era o Alessandro. Será que tinham me enganado? Estranho...
Enquanto fundia a cuca tentando entender, o programa seguia sem que eu prestasse atenção. Achava estranho tantos rumores dizendo a mesma coisa, sendo que não era verdade, realmente não fazia sentido. Antes que ficasse com câimbra no cérebro, fui desligar a TV quando dei de frente com ele, Alessandro Martins em Smallville!

O cara é impressionante, para parecer Lex Luthor não precisa de efeito especial, maquiagem e nem gel!
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terça-feira, janeiro 20, 2004
Posted
6:08 AM
by André Melo
Um doce de menina
— E agora vou te chamar de... – disse separando as pétalas de uma flor saída do buquê. — Vou te chamar de Seu Flor! – terminou rindo e grudando uma pétala de rosa na ponta do nariz do Sebastião.
Bobo, eu sei, mas a típica brincadeira de casal. Sebastião e Telma não fugiam à regra, também gostavam de brincadeiras bobas. Ainda mais num cenário como este, agarradinhos no banquinho da praça sob a luz da lua cheia. Romântico, muito romântico.
— Tá rindo de quê? – ele perguntou com a pétala ainda grudada no nariz só para arrancar mais gargalhadas. – Nunca viu alguém resfriado? É por isso que estou com o nariz vermelho – disse se referindo a cor da pétala.
Tamanha era a inocência do momento que os dois devem ter rido sem parar por mais um tanto. Quando terminaram, só conseguiam sorrir um para o outro enquanto recobravam o fôlego. Sentindo toda a emoção do momento, Sebastião segurou a mão dela como quem pede a palavra.
— Telma – falava com os olhos brilhantes.
— Sim, Sebastinho – chamou pelo apelido afetuoso que gostava de usar.
— Poxa, Telma, você é uma menina tão doce, tão doce... – falou mexendo carinhosamente o cabelo dela. – tão doce que não consigo imaginar nada que você faça que me deixe chateado.
— Ahn, imagina, Sebastinho... – respondeu com a modéstia de sempre.
— É sério, você é uma pessoa tão doce que acho que nunca vai me decepcionar.
— Ahn, você não me conhece... – disse toda lisonjeada.
— Você é tão meiga que nunca vou conseguir ficar brabo com você – repetiu ainda segurando sua mão.
— Não... você ainda não me conhece bem, Sebastinho...
— Posso não te conhecer completamente, mas sei que é um doce de menina. E sei que nunca iria conseguir ficar nervoso ao lado de uma pessoa tão meiga! – insistiu com maior veemência.
O silêncio se fez, parece que os argumentos convenceram a Telma. Deixou ela tão encabulada que só conseguia balançar a cabeça sorrindo. O Sebastião continuava segurando sua mão e quando já ia preparando outro galanteio, Telma voltou a retrucar.
— Também não é assim... é porque você me encontrou num bom dia...
— Que bom dia que nada, estou falando que você é um doce e pronto! – dessa vez mais impaciente.
— Você não me viu de mau humor e...
— Quieta, não me interrompa! Você é um doce e fim de papo.
— Porque quando estou de mau humor, Sebastinho...
— Mas que droga! – soltou a mão dela bruscamente. – Você ainda insiste com essa história!?
Com o nervosismo repentino do rapaz, Telma ficou confusa por um momento. Porém, pensando se tratar de uma brincadeira, ela continuou negando.
— Às vezes acordo de mau humor daí não tem...
— É por isso que não vai dar certo, você não concorda com nada que eu digo! – falava completamente enfezado. – Eu falo uma coisa e você nunca concorda!
— Espere aí, Sebastinho...
— E não me interrompa de novo! Porque eu não saí da minha casa pra ficar ouvindo os seus chiliques!
— Como disse?
— Isso mesmo que você ouviu! Não saí da minha casa pra ficar ouvindo seus chiliques no meio dessa noite fria sentado nessa porcaria de banco!
— Mas Sebastinho...
— Sem falar que essa praça está cheia de mosquitos que estão me picando. Você não deve estar sentindo porque é tão chata que eles não atacam!
— Sebastinho?
— Eu gasto uma nota preta pra te comprar um buquê de rosas e você destrói fazendo essa brincadeira idiota!
Opa, agora ele pegou pesado, magoou os sentimentos pra valer. Telma só queria se explicar e terminar o clima pesado entre eles.
— Sebastinho...
— E pare de me chamar de Sebastinho! Ninguém nunca te disse que isso não tem a menor graça?
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terça-feira, janeiro 13, 2004
Posted
10:25 AM
by André Melo
Sexto sentido?
Não devia ter ficado até àquela hora, estava dando sopa pro azar. Melhor seria ter saído horas atrás, quando a maioria das pessoas deixou sua parte na mesa e disse adeus. Muito provavelmente eu teria ganho uma carona, ao invés disso preferi ficar, foi daí que os problemas começaram.
Sem carona, eu tinha que me virar sozinho, voltando pra casa em meio à madrugada. Nada contra a madrugada, na verdade ela era a menos culpada disso tudo, andar sozinho sim era o problema. Ônibus numa hora dessas não tinha, táxi também não são muito freqüentes, definitivamente eu contava apenas com meu par de pernas. A distância até que não era muito grande, é que na minha cabeça só conseguia pensar no número de gangues, tribos e foragidos da justiça que me separavam das cobertas.
Com passos apressados, ia cruzando a primeira quadra do centro da cidade completamente vazio. Nunca pensei que ia conseguir ver centro daquele jeito. Também pudera, naquela hora todos os motoristas já deviam estar dormindo, os pedestres enrolados no edredom e os bêbados no soro. Preocupado só eu, cujo atraso infeliz me mantinha até agora no centro.
Bom, não adianta nada se desesperar, melhor coisa a fazer é pensar na maneira mais rápida e segura de chegar em casa. Por mais que tudo esteja escuro e sombrio, ainda sim é Curitiba: minha cidade, meu orgulho (nessa parte eu sorri e estiquei a camisa com a estampa da Ópera de Arame). Ao que me lembre, existem duas formas de chegar em casa: uma longa e mais confiável, outra curta e duvidosa. Só cabia a eu decidir.
Contando assim, nessa forma rápida e descontraída, parece que a história foi tranqüila e sem grandes traumas, mas a coisa não foi bem assim. Com as pernas tremendo de medo, eu só conseguia pensar em estar na tranqüilidade do meu lar, de onde não devia ter saído naquela quinta-feira. Na minha frente, cheguei no exato ponto onde devia me decidir de uma vez por todas, o caminho mais longo ou o mais curto. Foi então que tudo começou.
Não sei ao certo como explicar, foi a primeira vez que aquilo aconteceu, alguns chamam de sexto sentido. Quando estava naquela decisão difícil, quase me desesperando por completo, a escolha do meu caminho veio de forma imediata: “pegue o caminho mais curto!”. Como é? “Pegue o caminho mais curto!”, dizia uma voz distante que ecoava na minha cabeça. Tá certo que queria chegar rápido, mas não tinha muita confiança em seguir por ali. Por outro lado, algo dentro de mim dizia para arriscar, e falava isso com tanta segurança que não tive dúvida.
Escolha feita, não fiquei intimidade pelas ruas estritas e segui adiante. Quando me assustava e pensava em voltar, algo dentro de mim dizia “Não desista, você vai conseguir!”, prontamente eu atendia os dizeres e continuava. E assim eu fui me enfiando cada vez mais onde antes tinha medo, nessas horas algo sempre me dizia “Siga em frente, não tenha medo!”. Quando entrava numa rua errada, a voz dentro de mim dizia “Não por aí, vá pela direita!”. O mais incrível disso tudo é que mal conhecia o lugar onde estava, mas me guiava sozinho por aquelas bandas como se andasse pelo meu próprio quarto.
Quando imaginava estar chegando ao fim, a voz me disse “Agora à esquerda, antes da árvore”. Segui a indicação e quando cheguei tomei um baita susto. Três sujeitos nada bem encarados me esperavam de braços cruzados. O maior deles foi logo direto:
— A carteira.
Chocado com a surpresa e sem entender, não consegui mexer um músculo. Ele repetiu num tom mais áspero.
— Passa a carteira, agora!
Entreguei e finalmente cai em mim. Comecei a suar frio e pensava como pude ter entrado num enrascada dessas. Imediatamente, a voz veio para me acalmar: “Calma, não se preocupe, vai dar tudo certo, tudo cer...”. Um tapa interrompeu os dizeres.
— Já chega, Cabeção, não tá vendo que já encheu o saco! – disse um dos sujeitos.
Só então percebi o que acontecia. A voz que estava escutando o tempo todo não era sexto sentido nem algo do gênero, era na verdade de um dos moços da tal gangue. Por acreditar nessa história de sexto sentido, perdi os seis reais que restavam no meu bolso. Tudo bem que não foi lá um negócio muito ruim, percebi isso quando ouvi a voz pela última vez: “Pobre é fogo!”.
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domingo, janeiro 11, 2004
Posted
1:20 AM
by André Melo
Impressionante
André Melo
Não sou muito chegado a colocar links para vocês acessarem outras coisas, porém esse site me impressionou tanto que fui obrigado a dar o braço a torcer.
cliquem aqui
Garanto que não vão se arrepender!
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terça-feira, janeiro 06, 2004
Posted
7:59 AM
by André Melo
Relaxando na praia
Janeiro não é época de ficar na cidade, não é mesmo? Pelo menos era isso o pensava o seu Freitas. Aliás, seu Freitas não, quando entrava de férias preferia ser chamado apenas Eduardo. Sendo assim, Eduardo juntou os trapos, deixou as coisas do escritório para trás e rumou à praia.
Apesar de viver falando o contrário, ele nem era tão fã assim de praia. Esse negócio de areia dentro do calção, se melecar de protetor solar e comer porcaria pra tapear a fome não era muito a sua praia. Na realidade, sair para o litoral nas férias de janeiro era só um pretexto para sair do ambiente da cidade, onde tudo lhe lembrava trabalho. Também pudera, o Eduardo trabalhava com tudo. Na hora de preencher os cadastros, sempre dizia que era microempresário, o que não era mentira. Mas por um bom trocado ele também podia mexer com lataria, despacho no Detran, consertos de aspirador de pó, frete e carreto.
Mesmo sem ser um aficionado por praia, a primeira coisa que o Eduardo fazia quando chegava era pegar a sua cadeirinha e o isopor. Podia esquecer qualquer outra coisa, só a cadeira de praia e o isopor não podiam faltar. A cadeira para se sentar e o isopor para encher o bico de cerveja. Ele esperava o ano todo para poder se sentar e apreciar a sua cerveja estupidamente gelada na maior calma e tranquili...
— Wilsôôô!! Cadê você, Wilsôôô?? – era o grito estridente que ecoava mais alto que o barulho das ondas do mar.
É claro que nem tudo eram rosas, na verdade o Eduardo não foi o único a ter tido a idéia de ir à praia, ainda mais nessa época do ano. Mesmo assim ele não se espantava, não era de hoje que ele embarcava todo ano para àquela região do litoral paranaense. Ao que me lembre, ele fazia essa peregrinação desde a época em que era apenas uma praia deserta sem rede de esgoto, água potável ou coleta de lixo. Não que a realidade de hoje seja muito diferente, deserta pelo menos a praia deixou de ser.
— Wilsôôô!! Vem passar protetor solar, meu filho!
Tentado se esquivar da gritaria, ele abre o jornal. A previsão do tempo diz que vai chover. “Deve ser tudo mau olhado desse povo da capital. Só porque não podem vir, ficam torcendo pra que chova”. Se era isso que acontecia, eu não sei. Pelo menos era isso que ele próprio fazia. Quando não podia vir, ficava rezando para que um pé d’água caísse. Depois, com o maior cinismo, ele falava assim: “Ué, Fulano, voltou resfriado da praia? Não parou de chover? Não me diga... que coisa chata... bom, ainda bem que hoje em dia pneumonia é uma doença com cura. Deixa seqüelas, é claro, mas tem cura”.
— Wilsôôô, vai querer um picolé de fruta, hein? Wilsôôô!!
Aquela gritaria tava começando a irritar. Algumas pessoas não têm noção de quando começam a encher a paciência. Ainda mais na praia, onde todas as formas de alegria são permitidas. Todas não, quase todas. O que ocorre são as pessoas pensarem que é tudo permitido só porque estão praia. Homem de tanguinha, mulher de top less, uma vergonha! Top less até que não, é legal de ficar vendo, ainda mais quando a moça corre...
— Wilsôôô, não vai tomar gelado, viu! Depois fica resfriado e vai ter que tomar injeção, Wilsôôô!!
Com a mão apoiando o queixo, o Eduardo já não escondia a irritação. Não tinha viajado 100 km para ter que aturar esse tipo de coisa. Veio aqui pra descansar, sentar na sua cadeira de praia e tomar cerveja. Aporrinhação desse tipo só tinha visto num comercial de cerveja, onde o sujeito ia beber sossegado e uma multidão de intrometidos gritava “Experimenta, experimenta!”. Se fosse o Eduardo, mandava todo mundo pro inferno!
— Wilsôôô, já te falei para não tomar gelado! Faça já o que sua mãe tá mandando, Wilsôôô!!
Aquela tinha sido a última, ele não agüentava mais. Sua paciência já tinha chego ao limite, ele tinha que fazer alguma coisa.
— A senhora, por favor, vê se não enche o saco e fica quieta de uma vez!! – começou calmo e terminou gritando – Além do mais, mamãe, o meu nome não é Wilson, é Eduardo!! Entendeu? Eduardo!!
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