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domingo, julho 27, 2003
Posted
1:19 AM
by André Melo
“Mulheres Apaixonadas” o caralho!
Clédisson Craveira chuta o balde
Realmente essa novelinha das oito já passou dos limites da enchessão de saco para o grande público masculino-macho-peludo-coçando-o-saco da televisão brasileira. Como vem sendo denunciado nesse blog, a novela é espantosamente chata e cheira conversa de cabelereiro. Coitados de nós homens masculinos machos peludos coçando o saco que temos que ver essa baboseira antes de coisas importante como Paysandu X Figueirense.
Obviamente essa situação não pode ficar desse jeito, juntamente com uns colegas cheguei até a pensar em pegar esse tal de Manuel Carlos, que escreve essa chatura, e aplicar uma surra nesse caboclo. Porém, para evitar problemas legais e contratempos do tipo, resolvi optar por uma solução mais pacífica: escrever a minha própria novela.
É claro que essa novela não incluirá aqueles feminismos baratos, aquela chatura toda e choradeira sem fim, ela vai ser a versão macho da novela das oito.
O primeiro problema foi o título, já que tivemos que achar um similar macho para “Mulheres Apaixonadas”. O primeiro capítulo ainda não está pronto, mas assim que ficar ponho aqui.
O salamandra apresentará em breve...
A nova novela...
Homens de Barraca Armada
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quinta-feira, julho 24, 2003
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terça-feira, julho 22, 2003
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1:21 AM
by André Melo
Que me desculpem as moças
por André Melo
Sei que essa é uma declaração que não irá agradar a todas, principalmente as mulheres que acessam esse blog, mas não sei mais como conter. Pessoal, eu tenho que dizer isso, me desculpem, mas EU ODEIO OS TRIBALISTAS!!!
Nada contra cada um dos três especificamente, não vou dizer que gosto mas respeito numa boa. Arnaldo Antunes eu até gosto um pouco. Marisa Monte não gosto porque sou homem do sexo masculino. E Carlinhos Brown eu respeito pelo que já criou (seja lá o que for). Mas Tribalistas é muito ruim, chatérrimo ao quadrado.
Sei que as moças que gostam (todas mulheres do sexo feminino) vão dizer que sou um insensível e que aquela música fala dos sentimentos quando amamos e estamos apaixonados.
Tudo bem, vocês podem até achar isso, mas discordo por completo. Tá certo que quando a gente fica apaixonado fica um pouco sentimental, romântico e meloso, mas graças a Deus nunca cheguei a tanto. O que foi, acha que estou exagerando? Então saca só:
Você é assssssim
Um sonho pra miiiiiiiiiim
Só penso em vocêêêêêêêêêêê
Sei lá mais o quêêêêêêê
Putz, é chato demais!
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12:51 AM
by André Melo
É melhor ser cego do que burro
“O pior cego é aquele que não quer ver”, diz aquele velho ditado. Não que saiba exatamente o que signifique, na verdade nunca dei muita bola pra ditados, ainda mais esse do “cego que não quer ver” que nunca vi muita graça. Só sei que foi isso que passou na minha cabeça enquanto esperava o ônibus dias atrás. Entre uma olhada e outra nas horas, notei dois cegos de mãos dadas andando sem direção. O tipo da cena que chamou não só a minha atenção como a de todos no ponto. Os passos vacilantes em meio à calçada esburacada ganharam mais espectadores quando os dois sujeitos desceram o meio-fio e invadiram rua. Por sorte, ainda bem que um sinal vermelho paralisava os carros impedindo maiores transtornos. É claro que aquilo não poderia continuar assim, alguém teria que intervir.
Neste momento resolvi corrigir a situação, porque mesmo sem usar capa vermelha ou cueca por cima da calça eu também tenho meus momentos de herói.
— Calma, amiguinhos, deixa que eu ajudo vocês – falei com um sotaque de Kripton.
Pegos de surpresa, notei uma reação engraçada dos dois, pareciam rir. Aproximei o ouvido para tentar entender o que cochichavam.
— ah ah ah, ele nos chamou de “amiguinhos”, ah ah ah!
— Ou ele é muito alto ou nós que somos muito baixinhos, ah ah ah ah!
Com o meu inabalável espírito solidário resolvi tomar as rédeas da situação e agir como sempre fiz (embora nunca tenha feito), isto é, segurei no ombro do cego para guiá-lo.
— Obrigado, muita gentileza a sua – agradeceu o primeiro. – Só não precisa segurar no meu ombro, deixe que eu seguro no seu, assim fica mais fácil.
— A menos que queira que nós o guiemos – falou o outro.
— Sim, claro – notei o engano e soltei o cego. – E vocês querem ir para onde?
— Nós vamos comprar louça lá no centro de...
— Já entendi – interrompi animado em poder ajudar. – É só pegar o ônibus do outro lado. Deixa que eu levo vocês.
Levei-os calmamente até o sinaleiro e, com o trânsito tumultuado, resolvi acompanha-los para evitar transtornos. Não demorou muito chegamos no ponto de ônibus e fiz questão de avisá-los.
— Prontinho. Aqui param vários ônibus e com certeza tem um que pára no centro.
— Poxa, muito obrigado mesmo! – agradeceram com sinceridade.
Me despedi deles e atravessei a rua estufando o peito como super-herói. Era bom ser um exemplo para as pessoas, alguém para as criancinhas se espelharem, mas melhor ainda quando essa pessoa era eu. Voltando ao meu ponto de ônibus, tentei fazer uma cara de pessoa humanitária que faz isso três vezes por dia. Notando uma porção de moças admiradas, fiquei sem jeito e soltei comentários justificando o meu altruísmo.
— Eles só queriam ir para o centro, fiquei sensibilizado e tive que ajudar... sabe como é, canceriano, coração mole, carinhoso e solteiro...
— Queriam ir para onde? – perguntou uma senhora no bolo de gente.
— Eles só estavam querendo ir para o centro da cidade. Sabe como é, andar pela XV, tomar um cafezinho na Boca Maldita, se apaixonar loucamente – falei essa última parte dando uma piscadinha numa morena de olhos claros.
— Indo pro centro? Ué, mas que estranho, então estão pegando o ônibus errado – a senhora disse apontando para o ônibus Campo Largo que levava os dois cegos sentados.
Levou alguns instantes para que a ficha caísse, mas quando finalmente entendi fiquei desesperado. Os coitados dos ceguinhos estavam no ônibus errado! Eles só queriam ir para o centro e estavam indo para Campo Largo. Como num flash imaginei os dois sentados no meio-fio e chorando perdidos. Aquilo não poderia ficar daquele jeito, alguém tinha que avisá-los!
Como que recebendo uma descarga de 220 V, saltei imediatamente na pista para tentar impedir o ônibus de partir. Entre buzinas, freadas e xingamentos que se ouviam, num ato de desespero mandei o motorista parar para que pudesse avisar os dois cegos.
— Vocês têm que descer, esse ônibus não está indo para o centro, ele vai para Campo Largo!
— Como é?
— Vocês querem ir para o centro, não é? Pois então, esse ônibus vai para Campo Largo, não passa pelo centro!
Os dois homens pensaram um instante até que concluíram a história toda. Muito calmamente, me chamaram para perto para me falarem no pé do ouvido.
— Amigo, acho que você não entendeu direito. Nós estamos indo pro centro sim, mas o centro de Campo Largo. Quando fui explicar você não me deixou terminar...
— E tem mais uma coisinha – o outro resolveu completar em voz bem baixa para que ninguém ouvisse. – A gente é cego, mas não é burro...
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quinta-feira, julho 17, 2003
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terça-feira, julho 15, 2003
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7:40 AM
by André Melo
O verdadeiro segredo da felicidade
À medida que os anos vão passando nos acostumando com as trocas que somos obrigados a fazer na vida. Não me refiro ao Monza prata 87 pela Belina 86 álcool, falo sobre as mudanças de caráter pelas quais passamos. A maior delas, sem dúvida nenhuma, é quando deixamos de lado a euforia e alegria da juventude em troca da experiência e sabedoria de uma vida madura. Realmente, quando atingimos uma determinada idade percebemos que nossa antiga alegria e entusiasmo deram lugar a uma larga bagagem de experiência e sabedoria. Percebemos então que tudo que passamos não foi em vão. Certa vez, numa sexta-feira à noite, sentado no sofá à frente da TV, com os pés aquecidos com uma pantufa de urso e tomando uma xícara quente de chá, refleti e gritei aos prantos: “mas que droga!”.
Foi só naquele momento que percebi que trocar euforia e alegria por experiência e sabedoria tinha sido um péssimo negócio, muito pior que o Monza prata 87 pela Belina 86 álcool. Tudo bem que fiquei mais experiente e sábio, mas não tinha a menor idéia do isso me serviria. Experiência e sabedoria podem servir para muita coisa, isso é verdade, principalmente no que diz respeito a trocar de carro, por outro lado não estava adiantando em nada para ser feliz. Resolvi naquela noite jogar o chá na pia e a pantufa no lixo, precisava descobrir a chave da felicidade.
Pensativo que estava, tentei me lembrar dos tempos de juventude o motivo da minha felicidade. Minha memória veio à tona lembranças da época de faculdade. O fato mais estranho, porém, era que aquela época não tinha sido nada fácil, uma correria danada. Isso sem falar na constante perda de tempo. Era perda de tempo pegando o elevador, perda de tempo esperado o ônibus, perda de tempo parado no semáforo, na faculdade tinha aulas de perda de tempo, no trabalho fazia trabalhos de perda de tempo e quando chegava em casa perdia o maior tempo até pegar no sono. Como poderia então ser mais feliz naquela época?
De repente o silêncio dos meus pensamentos foi interrompido por um sonoro barulho. Barulho de buzina. E não era qualquer buzina, era uma buzina de Monza. O meu ex-Monza prata 87. Como eu poderia rodar em círculos tanto tempo se a resposta estava em baixo do meu nariz? O segredo da felicidade estava em conseguir perder tempo!
Espere só a humanidade ficar sabendo disso, vai romper todos os dogmas de felicidade, todas coisas que só servem para gastar tempo vão ser valorizadas. As pessoas irão pagar para enfrentar fila de banco. Ofice-boy será um emprego disputado entre os executivos! Isso sem falar nos congestionamentos, que serão disputados a unhas e dentes para as férias de verão. Mas é preciso ter calma nessa hora, ninguém ainda está sabendo dessa descoberta. Duvido que a humanidade ainda esteja pronta para essa revelação, é capaz até de me chamarem de louco, vê se pode?
Mas para ganhar o crédito das pessoas eu precisava provar minhas idéias na prática. Com isso em mente, organizei o seminário “Felicidade ou o seu dinheiro de volta”, apresentado na última semana. Para a divulgação, me apresentei em uma rádio prometendo ensinar todas as pessoas a serem felizes, até mesmo as infelizes. É claro que não iria contar-lhes que chave de tudo está na perda de tempo, optei por fazê-los descobrir sozinhos. Para isso, planejei um evento que fizesse as pessoas perderem tempo e, conseqüentemente, encontrarem a felicidade.
O programa começou bem cedo, para que todos além de perder tempo também perdessem o sono. Às 6h da manhã, nos reunimos para pegar o ônibus especial para nos levar para uma chácara. Como havia planejado, o motorista só chegou uma hora atrasado com um bafo de cachaça, seria a primeira perda de tempo. Em seguida, já com o pé na estrada, o pneu do ônibus furou (como ensaiamos anteriormente), o que atrasou ainda mais a chegada. Finalmente na chácara, com um bom ganho de tempo perdido, iríamos assistir a palestra “A Felicidade que você sempre sonhou”, que foi propositadamente trocada por “Cuidados na Lavagem de Tapetes”, de aproximadamente 3h. Para fechar com chave de ouro, tivemos um lanche servido com muito chá. Chá de espera.
Como dentro dos conformes, tudo saiu como havíamos planejado. O objetivo da perda de tempo foi inteiramente alcançado. Outra coisa que também havia imaginado, porém, foi sobre o despreparo da humanidade frente as minhas idéias salvadoras. Não são todas as pessoas que estão aptas de descobrirem a felicidade através da perda de tempo. Nenhuma para falar a verdade. Tudo o que posso dizer é azar o delas. Eu, sim, irei alcançar a felicidade através da perda de tempo. Irei mesmo, pelo menos até sair a minha condicional.
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quinta-feira, julho 10, 2003
Posted
2:15 AM
by André Melo
O motivo a paralisação do blog
o desfecho por méritos do delegado Maranhão
Com a demora nas atualizações desse blogue, liguei para o André para seber o motivo desse atraso. Foi por telefone que fiquei sabendo que estava tendo um problema de assento. Segundo ele era falta de assento, o que achei uma desculpa para a vadiagem desse rapaz preguiçoso.
Para acabar com os motivos desse menino, recolhi da minha delegacia diversos assentos para que ele não tenha mais desculpas.
Não achei nenhum assento ortofagrito que ele falou no telefone, mas acho que encerram o período de moleza, sombra e água fresca. Só espero que ele volte a trabalhar como antes, pois estou pagando. Coitados das pessoas que vem dar queixa e tem que prestar depoimento no chão.
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quarta-feira, julho 09, 2003
Posted
10:49 AM
by André Melo
Pedido de desculpas
pelo André Melo
Para vocês, donos que computadores quebrados que sabe-se lá porque ainda acessam esse blog, devo um pedido de desculpas pela demora em atualizar essa página. Vamos às desculpas, ora pois:
Um tragédia, uma catastrofe, um incidente sem pé nem cabeça me privou do uso de acentos.
Você sabe, os acentos ortográficos. Meus Deus, as pessoas não tem idéia do que é um homem sem acentos!
Com a volta dos adorados, retornarei juntamento com o time fantástico de colaboradores desse blog e com os prêmios sensacionais e inimagináveis que tradicionalmente nunca ofereci.
A partir de agora, voltamos ao serviço.
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terça-feira, julho 08, 2003
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sábado, julho 05, 2003
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terça-feira, julho 01, 2003
Posted
2:29 AM
by André Melo
A pergunta que não quer calar
? engraçado como as bobagens se proliferam rapidamente hoje em dia, principalmente depois que inventaram a internet. Lembro disso quando me recordo de um e-mail que recebi h? uns tempos atr?s. Vindo de um remetente desconhecido, a mensagem se intitulava “A diferença entre yoga e yôga”. Esperando encontrar uma daquelas piadas absurdas ou uma historinha sem pé nem cabeça, tratei logo de abrir preparando a gargalhada.
Aos poucos, a risada incontida que estava louco pra soltar foi amansando até desaparecer. Da? ent?o que me deparei com a maior bobagem daquela hist?ria: eles estavam falando sério! O e-mail explicava, num tom elucidativo, a diferença entre yoga e yôga. Foi uma pena n?o ter prestado atenç?o nas explicaç?es, pois mal sabia eu que numa conversa com Clédisson Craveira esse seria o foco de nossas atenç?es.
— N?o se fala yoga? Ent?o como é? – ele perguntou ao ouvir a hist?ria pela primeira vez.
— “Yôga”. Entendeu agora? O certo é “yôga”.
— “yôga” – repetiu tentando guardar. – Ent?o o certo é “yôga”.
— Isso a?.
— Bem que ouvi um amigo falando toda hora “yôga” daqui, “yôga” de l?. Quando reparei no jeito dele falar “yôga” eu pensei que ele estava resfriado, com o nariz congestionado. ? claro que sa? de perto, vai que a pereba é contagiosa...
— N?o, ele disse “yôga” da maneira certa.
— Certo. Ent?o, quando a pessoa fala que faz yoga ela est? fazendo errado.
— Como?
— As pessoas que fazem yoga est?o fazendo errado.
— Ainda n?o entendi...
— Estou dizendo que quem faz yoga est? perdendo tempo, porque na verdade est?o aprendendo “yôga”, s? que aprendendo errado.
— Espere a?, Clédisson, n?o foi isso que eu disse. S? estou falando que yoga est? errado, o certo é “yôga”.
— Você diz que o certo é “yôga”, yoga est? errado.
— Sim, quero dizer, n?o! Eu n?o disse nada, estou falando o que o e-mail dizia. E tem também outra coisa, o que est? errado é a palavra yoga, n?o tem nada a ver com a pr?tica do yoga. A ?nica coisa errada é a palavra.
— Palavra?
— ?, a palavra.
— Bom, se palavra est? errado, como é o certo? “Palâvra”?
— N?o!! – explodi impaciente – Clédisson, pela ?ltima vez, estou falando que a palavra yoga est? errada. O e-mail disse que yoga est? errado, deveriam falar “yôga”.
— Calma, eu entendi. S? estou tentando dizer que se esse e-mail estiver certo pode causar a maior confus?o!
— Maior confus?o?
— Mais é claro! Tem tanto gente fazendo yoga hoje em dia, deixa s? eles descobrirem que est?o sendo enganados?
— Ué, enganados? Mas como?
— Você é um fa?sca atrasada mesmo, André – disse batendo de leve o indicador na testa – As pessoas pagam pra aprender “yôga”, mas s?o enganadas e aprendem yoga. Elas est?o gastando dinheiro à toa!
— ? toa?
— ? toa ou “à tôa”, sei l?.
— T? bom ent?o, né, Clédisson – fui de saco cheio dando um fim na conversa. – A “yôga” j? rendeu muita conversa mole. Agora eu vou indo...
— Pô, mas agora que a conversa ficou interessante? J? pensou se invés de pamonha o certo é “pamônha”?
— Clédisson, até qualquer hora...
— ou no lugar de paçoca deve-se falar “paçôca”...
— Eu j? perdi muito tempo ouvindo suas teorias bobas.
— Pior ainda se mandioca estiver errado. O certo seria “mandiôca”!
— Clédisson! – interrompi com a paciência esgotada – N?o viaja na maionese!
— Maionese? E quem disse que maionese existe? Numa dessas o certo é “maiônese”!
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