o salamandra

quarta-feira, março 26, 2003


Medidas para aumentar a popularidade

Por André “falido” Melo


Vou ser sincero. Sempre acreditei que esse negócio de blog iria aos poucos alcançar um bom número de leitores e iria deslanchar. A realidade, porém, não tem sido tão generosa. Isto é, de acordo com o contador de acessos, existem só seis pessoas que entram no meu blog. Seis, meia dúzia! Para muita gente isso não seria tão desesperador, mas são seis contando comigo, Atanagildo, Clédisson e o delegado Maranhão. Então na verdade são dois.

Quando contei para meus colaboradores, todos se entristeceram. Exceção ao pornô-poeta, que perguntou se entre essas duas havia uma tirolesa. Fora ele, todos concordamos em utilizar métodos nada éticos para aumentar a popularidade do blog. Em outras palavras, colocaremos fotos chamarizes para atrair as pessoas. Pedi aos colaboradores para escolherem uma e justificarem. Sendo assim, lá vai:


Clédisson Craveira

“As pessoas vivem me perguntam o critério para medir as virtudes femininas. Pois então, é esse!”

Atanagildo Parintins

“Um pornô-poeta como eu só poderia escolher uma foto como essa. Perceberam a beleza e sedução? Essas roupinhas tirolezas me deixam louco!”

Delegado Maranhão

“Apesar de ser um cara durão, acho que poucas coisas são mais bonitas do que o sorriso de uma criança.”


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sexta-feira, março 21, 2003


A Passeata pela Guerra
Proposta pelo excelentíssimo senhor delegado Maranhão


Tem uma coisa que ultimamente anda me irritando bastante e que todo dia vejo na TV, essa chata história de passeata pela paz. Esse bando de jovens vestidos de branco e rosto pintado protestando. Aquelas meninas de 17 anos carregando faixas em repúdio à guerra. Uma palhaçada.

Dias atrás, ainda bem, estourou a guerra e começaram as explosões. Não vejo a hora de começar a porradaria propriamente dita. Eles bem que podiam trazer o Saddam pra minha delegacia que ele confessava. Sendo assim, pensei que os protestos enfim acabariam. Ilusão a minha, liguei a TV e dei de cara com a mesma história, jovens e moças protestando.

Foi daí que tive uma idéia fora de série. Se eles podem fazer passeata, eu também posso! Resolvi organizar a primeira passeata em favor da guerra, pra mostrar que sou a favor e quero ver o pau comer. Mas para caracterizar bem a nossa idéia, pensei em algo bem diferente dessas passeatas normais.

Pra começar, não iríamos usar branco, senão iria parecer reveillon, usaríamos algo mais parecida com guerra, isto é, roupinha camuflada. Esse negócio de carregar faixa é muito atrasado, a gente ia carregar capacete, porque somos machos. Isso sem falar naqueles negócios que fazem nessas passeatas, aquela mania de dar abraço simbólico. Dá licença, que troço mais boiola! A gente daria um chute no saco simbólico, só tenho pena de quem faria papel de saco. Soltar pomba branca no fim é muita viadagem, parece mais manifestação gay. A gente substituiria por um espetinho na brasa, que não tem muito a ver com pomba branca, mas... bem, até que tem a ver sim...

A última coisa, a Passeata da Guerra tem que ser diferente da passeata da paz, portanto menininha bonitinha de 17 aninhos fica proibida. Se é passeata da guerra, tem que ter canhão.


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terça-feira, março 18, 2003


Três segundos que valem muito
por André Melo

Não sei se notaram, mas de uns tempos pra cá andei não escrevendo. Os colaboradores também, eles ficaram um bom tempo sem escrever porque parei de suplicar-lhes ajuda. Tudo começou quando resolvi ver as estatísticas desse blog, através do contador de acessos. Não que tenho visto más notícias, ao contrário. Se no começo tinha a perspectiva de uns 8 mil acessos diários, hoje percebo que falta pouco para atingir essa meta. No momento tenho 8 e só falta mil para 8 mil.

Porém, o dado que me chamou a atenção pra valer foi o tempo que meus visitantes gastam em média. Segundo o contador, eles gastam apenas 3 segundos, eu disse 3 segundos! Sendo assim, fiquei um tempão matutando sobre qual enfoque deveria ter esse blog. Anteriormente tinha um plano de transcrever o Aurélio do A ao G, mas desisti porque os visitantes sentiriam dificuldade de ler isso em 3 segundos. Fazendo uma simulação, consegui chegar apenas até a palavra em “cnêmide”, na página 156. Fica então pra próxima, ainda lanço o dicionário de A a cnêmide...

Agora, então, resolvi pedir para os colaboradores escreverem um texto de 3 segundos. Assim ninguém desiste de ler porque não dá tempo. Espero que gostem.

Clédisson Craveira
Recado de 3 segundos
“Aceito massagem terapêutica com os seios!”

Atanagildo Parintins
Poesia de 3 segundos
“Não sabes o que é beleza?
Te apresento uma amiga tirolesa!”


Delegado Maranhão
Especial de 3 segundos
“Você tem direito de permanecer calado porque tudo que disser poderá e será usad...”


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sexta-feira, março 14, 2003


Dando uma mãozinha aos amigos
por André Melo (quem conseguir ler o texto todo sai na frente daquela promoção!)

“Pela vida afora, descobrimos que não existe felicidade maior do que poder ajudar os antigos amigos que passam por maus momentos”. Não sei exatamente onde vi essa frase pela primeira vez, se foi num biscoito da sorte ou num desenho dos Ursinhos Carinhosos, mas confesso que nunca dei muita bola para os seus dizeres. De qualquer forma, sempre guardei comigo suas palavras prevendo que, num futuro distante, me fossem úteis de alguma maneira (me refiro a pedir dinheiro numa noite chuvosa). Mal sabia que um belo dia seria eu que descobriria a felicidade em estender a mão para uma amizade.

Não que eu tenha precisado ter aberto a carteira para ajuda, porém mesmo assim pude fazer minha boa ação. Tudo aconteceu num desses bailes da vida, quando encontrei um casal amigo de longa data, Ricardo e Gabriela. Entre uns “como vai” daqui e uns “tudo bem” de lá, notei certa inquietação por parte da minha amiga. Gentil que sou, logo lhe indiquei o banheiro, que ficava na primeira porta à direita, mas não era nada disso. Foi quando percebi que a banda começava a tocar, a moça estava se animando com o ritmo. A conversa transcorria normalmente e no canto da mesa notava minha amiga acompanhando o compasso da música com as mãos. Estava claro que queria dançar. Imediatamente lembrei do que sempre dizia um amigo pensador, que falava que toda mulher tinha sua “porção chacrete”. Não havia como negar, a prova estava lá, diante dos meus olhos. A música tocava e a porção chacrete da minha amiga estava se manifestando.

Com o namorado entretido na conversa com outros, interroguei-a sobre a sua vontade visível de dançar. Ela concordou comigo, mas disse que o Ricardo não gostava. Mais uma vez me lembrei dos sábios dizeres que falam da porção chacrete das mulheres. Como elas têm, não conseguem escutar uma música sem soltar as juntas e deixar o ritmo aflorar. Os homens, contudo, não possuem esse lado e são indiferentes às músicas (com exceção ao Carlinhos de Jesus). Da mesma forma, eu também não gosto de dançar, preferindo economizar energia para coisas mais intelectualizadas, como futebolzinho e queda de braço.

Imediatamente fiquei penalizado com essa situação, ela querendo dançar e ele sem nenhuma vontade. É claro que eu não podia deixar as coisas assim desse jeito, teria que intervir e ajudar. O segredo estava em trazer o assunto à tona, sabendo fazer de forma sutil a transição para que chegássemos na música propriamente dita.

— ...mas sabe, Ricardo, eu também acho esse Bush um picareta. Mas falando em picareta, você sabe dançar a macarena? – jogada de mestre, né.

Um papo que deslanchava para os conflitos internacionais agora fala de uma chatura mundial, a dança da macarena. Pelo menos voltamos ao salão. Então voltei a atacar.

— Não gosta da macarena? Então de qual dança você gosta?

Enquanto ele falava qual estilo prefere, a Gabi já grudou no sujeito e se preparou para arrasta-lo à pista de dança assim que começasse a tocar a música que ele disse. O que não demorou a acontecer, logo a música veio e a namorada já segurava pelo cangote para carregá-lo. Ela com sorriso de orelha a orelha, ele com um bico que arrastava no chão. Foi o momento da minha tacada final.

— Vá dançar e se divirta! Com sapato de couro de javali não há risco de fraturar os metatarsos da coluna, vá em frente!

— Fraturar o quê? Meta-treco da coluna?

— Você ainda não sabe? Os cientistas descobriram que dançar causa fraturas gravíssimas nos metatarsos da coluna. E essas fraturas só são evitadas com os sapatos de couro de javali. Você está com os seus, né? Porque se não estiver...
O Ricardo se virou para a Gabi bestificado. Ela era só decepção.

— Viu só – ele se explicava pra ela – eu até queria dançar mas depois dessa só comprando um sapato de couro de anta.

— Javali! – gritei lá de dentro enquanto o casal ia embora.

Como diz aquele ditado, não existe felicidade maior do que poder ajudar os antigos amigos que passam por maus momentos. Isso eu descobri na prática ajudando um casal amigo. Ela queria dançar e ele não. Poxa, Ricardo, agora me deve 50 pratas!


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quinta-feira, março 06, 2003


Delegado Maranhão desvenda onda de crimes no Rio de Janeiro
Escrito pelo senhor delegado Maranhão


Muito sobre a onda de crimes no Rio de Janeiro anda falando nos noticiários da TV, à noite. A situação chegou ao patamar quando as autoridades locais requisitaram a intervenção das forças armadas para tentar conter o caos. Daí surgiu o inesperado, em vez diminuir o número de crimes eles aumentaram. Ando notando que nesses noticiários muita gente anda falando, gente de todas espécies. E falando besteira, por sinal. A imprensa devia cair na real e ouvir gente que entende. Gente vivida nesses assuntos, que entende sobre crimes e sobre criminosos. Eu, por exemplo.

Enquanto os jornalistas preferem falar com esses engravatados em vez de conversar comigo, eu explico para os que acessam esse blogue sobre esse fato. Não precisa ser um grande gênio, apenas um gênio de estatura mediana basta. Antes do carnaval, tinham um número x de crimes. Quando começou o carnaval, eles colocaram o exército nas ruas e o número aumentou. O que isso significa? Pensem bem, botaram o exército na rua e os crimes aumentaram, o que significa? Quem manda no exército, o coronel? Se o Rio de Janeiro fizesse parte do meu distrito, ia mandar prender esse sujeito!! Tá na cara que ele é o mandante desses crimes!

Mais uma vez o coronel Maranhão soluciona o caso.


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terça-feira, março 04, 2003


PROMOÇÃO!!
recado do André Melo

Devido a grande procura por este site, está lançada agora uma imperdível promoção de divulgação. Eu disse imperdível! Como ninguém acessa esse blog, todas essas pessoas vão concorrer automaticamente a nada. Eu disse nada! Basta você não acessar esse blog e automaticamente pode ganhar de prêmio nada! Por isso mesmo, pessoal, chegou o momento de não nos acessar para ganhar nada. Depois não digam que não avisei... Se você não seguir o meu conselho, daí não adianta reclamar, não ganha nada...

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Carnaval repleto de mulheres lindas
de Atanagildo Parintins


Não sei quanto a vocês mas pra mim esse carnaval está sendo uma beleza. Mulheres lindas e maravilhosas, essa é a tônica. Estava na cara que nessas condições eu ia contar o carnaval com um poema, aliás, pornô-poema. Como não podia decepcionar meus singelos fãs, eu coloco a seguir:

Carnaval sensual

E quem se importa
com as plumas e paetês
Quero ver mulheres,
menos no visual francês

E nudez feminina foi o que não faltou
Só uma coisa eu queria ver outra vez
Aquela loira tirando a meia-calça
E botando um shortinho tirolês

O carnaval foi de estremecer o coração
Igual a boutique tirolesa
em dia de promoção

Mas a alegria em Curitiba logo logo acaba
Porque a gente só vê mulher no carnaval
em fita da locadora gravada


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sábado, março 01, 2003


Problema técnico e seu lado bom
por André Melo


Embora mal tenha tempo de visitar esse blog (“blogue”, para o delegado), logo reparei num problema que anda afastando as pessoas, a falta de fotos. Pelo que andei interrogando os colaboradores, parece que o blogspot não anda aceitando as fotos sabe-se lá porquê. Daí então, por mais que os caras coloquem certinho o endereço de cada foto, ela não sai. É claro que minha primeira reação foi dar um xingamento sonoro, mas depois de alguns minutos consegui ver o lado bom da coisa.

Explico. Embora seja um cara falastrão e tente ser engraçadinho, sou na verdade um bocado tímido. Sério, tímido mesmo. Sempre quis me abrir aos sentimentos, porém nunca tive coragem. Sabendo do problema em pôr fotos no blog, resolvi pôr assim mesmo. Poderei falar um pouco de mim e dos meus sentimentos. Minha psicóloga apoiaria minha decisão, mas como não tenho psicóloga, ponho assim mesmo. É claro que não vou deixar os outros boiando, vou descrever a cena para vocês entenderem tudo.

Foto 1: Eu era pequenininho mas era bem sapeca. Nessa foto, como podem não ver, estou brincando de empurra-empurra com vovô no lago dos jacarés do zoológico.


Foto 2: O enterro do vovó, três dias depois. O lado bom foi que não precisou de caixão, usamos um Tupperwear.

Foto 3: Titio vestido de Papai Noel no Natal. Eu estou puxando a barba dele. Quando deu meia noite, eu puxei o saco dele.


Foto 4: Já adulto, encontrei o amigo de infância Clédisson. Eu que caçava lagartixa com ele me tornei biólogo. Ele que gostava de maltratar os gatos se tornou assassino de gatos.


Fotos 5: Todos que colaboram neste blog juntos. Eu, Clédisson e Atanagildo, que conhecemos naquele momento. O delegado Maranhão não está presente, mas as grades da foto são de sua delegacia.


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