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quinta-feira, fevereiro 27, 2003
Posted
1:29 AM
by André Melo
Falando de coisa séria
Escrito pelo senhor delegado Maranhão
Pelo pouco tempo que integro esse blogue pude notar a falta de seriedade dos colaboradores. Ao meu ver, se continuar essa avacalhação pretendo me retirar, pois não foi para essa finalidade que aceitei aqui escrever. Pelo que andei tratando com o responsável André Melo, me propus a fazer um relato de experiências que um delegado vivido, como eu, já teve. Dessa forma, contarei um dos difíceis casos que tive neste ano que se inicia.
O telefone tocou anonimamente no gabinete. Atendo e uma voz denuncia um acidente que ocorreu não muito longe da delegacia, numa churrascaria. Em pouco tempo estávamos em grande número no local, mas nada parecia ter acontecido. Entrando na churrascaria, falo com o gerente que negou ter acontecido algo. Meu Faro policial me indicou a cozinha para ser averiguada. Fazendo uma operação pente fino, constatei um caso de agressão e queimadura. Como não havia qualquer identificação na vítima, tive pessoalmente que degusta-la. Constatei que se tratava de um filet mignon.
Começou-se a partir daí as investigações. Os suspeitos diretos foram os cozinheiros que foram os últimos a serem vistos com a vítima. Mas durante o interrogatório, percebemos serem inocentes quando provamos suas habilidades no preparo de picanha, costela e cupim. Os garçons também foram inocentados quando atestaram sua habilidade e rapidez ao trazerem a maminha e a alcatra. As investigações se prolongaram até mais tarde, até bem depois do jantar. Quando já estávamos cansados e sem forças nem para palitar os dentes, a solução para o caso me surgiu aos olhos. Analisando o histórico da vítima, percebi que só existia um suspeito que não gostava e era contrário ao filet. Efetuamos a prisão imediatamente. É conhecido na região com o nome de Contra-Filet. Seu depoimento ocorreu no dia seguinte de durou várias horas, só acabando bem depois do almoço.

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quarta-feira, fevereiro 26, 2003
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12:09 AM
by André Melo
Para compensar
por Atanagildo Parintins
Acho que todos vocês já devem saber do problema que houve com a minha foto. Pois é, ela não abriu. Foi uma pena porque eu estava com a minha roupa de Peter Pan, que me deixa muito másculo. Mas para compensar vocês, menininhas, resolvi redigir um dos meus pornô poemas mais recentes. Foi criado baseado nas curvas de uma loira que vi quando fui à praia. Então chega de falar e vamos a ele:
Sensualidade loira
Quando te vi quase cai no chão
Suas curvas eram de montão
Dos pés à cabeça, era tudo sensual
Como não sabia outra rima, só falava “uau!”
Deitada na areia e pegando sol
Perguntou pra mim se tinha Vasenol
Disse “não” e que não ligava pras mãos
Porque só pensava em entrar no seu coração
Mesmo assim ela não me dava bola
Talvez por falta de bom gosto
Ou problema na cachola
Daí despejou sensualidade, vou contar pra vocês
Tirou aquele biquíni apertado
E botou uma roupinha de tirolês
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terça-feira, fevereiro 25, 2003
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1:31 AM
by André Melo
Esclarecimento 2
de Atanagildo Parintins
Da mesma maneira, venho aqui comentar a maneira gozadora que o André tratou da minha pessoa. A única coisa correta que disse ao meu respeito é que sou pornô poeta. Invejoso do jeito que é, ficou impressionado com a forma que chamo atenção das moças, principalmente pelo meu física impecável, além do toque de inocência que aparento (vide foto em anexo).

Além disso, apesar do sucesso com as mulheres, não sou do tipo que liga apenas para um belo traseiro ou um par de coxas. Para quem se interessar, obviamente as moças, poderemos discutir sobre isso por e-mail. Basta envia-lo acompanhado de uma foto. Mas é bom lembrar que será dada prioridade aos e-mails com fotos de corpo inteiro em trajes de banho.
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1:04 AM
by André Melo
ESCLARECIMENTO
por Clédisson Craveira
Gostaria de dizer que o texto que o André Salamandra escreveu sobre mim pôde até ter sido engraçadinho, como normalmente ele tenta ser, mas é bom dizer que não condiz à realidade.
Que sou formado na escola da vida é verdade, até aí ele está certo, só que quando diz que não gosto de banho está viajando na maionese. Como poderia não gostar de banho se anteontem mesmo eu tomei um?
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domingo, fevereiro 23, 2003
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12:42 AM
by André Melo
Carta de Alforria
por André Salamandra
Atendendo os pedidos da família Polzonoff, principalmente de papai Polzonoff e de mamãe Polzonoff, resolvi liberar o pequeno Paulo Polzonoff das obrigações de atualizar esse blog. De qualquer forma, não poderia deixar de agradecer o serviço prestado por ele, que durante todo esse tempo soube como quebrar o galho nos meus afazeres. É bom lembrar que, apesar de ter quebrado o galho, semelhante desempenho não tenha obtido em quebrar as pedras e lenhas de minha propriedade. Mesmo assim, achei melhor libertar aquela pequena criança antes que o Juizado de Menores quisesse intervir.
Mesmo cuidando pessoalmente do conteúdo do blog, isso não significará que irei escrever os textos ou colocar as notas, coisas que considero extremamente cansativas e pouco interessantes. Para tanto, uma equipe altamente especializada estará escalada para o preenchimento deste espaço. Cultura, lazer, opinião, debate e atualidade serão alguns dos temas que dificilmente serão tratados por aqui, pelo menos de acordo com o perfil dos colaboradores. Estão entre eles:
Clédisson Craveira – homem no sentido mais rústico da palavra (“banho? Pra que banho?”). Estudou na universidade da vida, mas levou pau.
Delegado Maranhão – homem no sentido mais “otoridade” da palavra (“banho? Positivo e operante!”). Estudou contra delitos e crimes, mas só passou colando.
Atanagildo Parintins – homem no sentido mais pornô poeta do termo (“banho? Se faltar sabonete eu me ofereço”). Estudou tudo sobre corpos femininos, embora as cadeiras fossem mais indicadas.
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sábado, fevereiro 22, 2003
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3:20 PM
by André Melo
O lendário delegado Maranhão

O hábito de ler jornais eu adquiri há pouco tempo, quando descobri que podia ficar bem informado sem gastar um tostão, isto é, lendo os exemplares grudados nas bancas. Foi mais ou menos nessa época que comecei a acompanhar as peripécias do mundo do crime, retratadas nos tão mal vistos jornais policiais. Disputando espaço na frente das bancas e lendo cotidianamente tais periódicos, comecei a reparar na presença constante do delegado Maranhão. Era raro um dia que não houvesse uma citação a sua delegacia. Algumas vezes ele dava entrevistas sobre como tinha feito a captura de procurados e contavam histórias dos seus mais de 20 anos em favor da lei. Como vocês podem imaginar, naqueles jornais ele reinava absoluto e como uma verdadeira celebridade. Nunca na história um policial chegara tão longe em seu ofício (sem contar o Magnum, é claro).
Porém, foram circunstâncias nada interessantes que me levaram a conhecê-lo pessoalmente. Roubaram o toca-fitas do meu carro, sendo que as calotas haviam sido levadas na semana anterior. Antes que o pior viesse a acontecer, resolvi pedir ajuda à polícia. Leitor assíduo de casos parecidos, lembrei da eficiência do delegado Maranhão no combate aos marginais. Sabia que se ele cuidasse do caso estaria em boas mãos.
Entrando numa delegacia pela primeira vez, pisei vacilante naquele distrito policial. Perto da entrada, vejo um sujeito baixinho de óculos que parece consertar um equipamento. Pergunto sobre o delegado Maranhão e ele me indica uma porta. Batendo na porta, sou interrompido por uma tampa da cafeteira que rola pelo chão, o equipamento que o outro moço arrumava.
— Pode entrar! — berra uma voz lá de dentro.
Entrando na sala, dou de cara com a figura mítica do delegado Maranhão, com os longos e pontudos bigodes, uma mistura de Sherlock Holmes com Gonzaguinha.
— Sente-se, meu caro. O que esse humilde emissário da lei pode fazer por você?
Ainda sob o efeito da tietagem contida, tentei organizar as idéias e relatar os fatos que me deixavam inseguro. Falei sobre os prejuízos com o carro e o temor que o levassem definitivamente. Enquanto contava, o delegado parecia analisar os indícios alisando insistentemente as pontas dos bigodes. Ao final do meu relato, ele se levantou e tossiu preparando um discurso. Dando petelecos em uma xícara vazia, começou a falar e andar em círculos pela sala.
— Sua preocupação condiz com a realidade, tudo indica que os malfeitores vão retornar ao local do crime para terminarem o serviço.
— Oh não! – exclamei amedrontado.
— Além disso, não temos quaisquer pistas que possam levar aos culpados.
Decepcionado, só balancei a cabeça.
— Mas não se preocupe – disse ele – em breve vamos prender esses safados.
Confuso pelo otimismo do final, fui conduzido até a porta de saída e apertamos as mãos cordialmente. Antes que nos dispensássemos, perguntei como podia solucionar o caso se nem suspeitos tinha. Ele, por sua vez, não relutou em dizer:
— “Faro policial”. Já ouviu falar em “Faro policial”? Quando estamos tanto tempo na profissão, como eu, aprendemos que com o “Faro policial” resolve-se tudo.
Saio da delegacia otimista, agora entedia porque o delegado Maranhão era um cara tão famoso. Contudo, menos de uma semana depois, os ladrões levam as caixas de som do meu carro. Retorno à delegacia e volto a falar com o delegado Maranhão. Ele me atende:
— Já te contei sobre o “Faro policial”? Pois então, ele nunca falha!
Chego em casa disposto a dar mais uma chance. Se era de tempo que ele precisava, tempo eu iria dar. Antes, porém, logo no dia seguinte encontro meu carro arrombado e limpo de pertences. É claro que retornei à delegacia e soltei os cachorros ao delegado Maranhão e sua história de “Faro policial”. Ele, por sua vez, tentou me acalmar dizendo que prenderiam os responsáveis porque lá eles tinham “Garra, Garra de verdade”. Saindo transtornado que estava, quase trombo com aquele policial nerd que consertava a cafeteira. Quando o clima se acalmou, o delegado Maranhão chamou um de seus agentes.
— Agente Garra? Vem cá, Zé Garrafa! O policial Alexandre Faro ainda está concertando a cafeteira e nem começou a investigar a gangue que ataca carros. Vou te passar o caso.
— Da gangue dos carros?
— Claro que não, a prioridade é a cafeteira!
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