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quinta-feira, outubro 30, 2003
Posted
1:57 AM
by André Melo
Computadores do sexo feminino
Desculpas e explicações de André Melo
Como vocês todos devem ter notado, estivemos meio ausentes ultimamente, eu e aqueles colaboradores que pouco colaboram. Peço desculpas e darei as explicações. Como sou eu o encarregado de atualizar esse blog, fica tudo na minha dependência e de meu micro. E daí é que vem o problema...
Desde que tenho esse "computer", passei a reparar no seu comportamento um tanto quanto irregular e instável. Lidando cotidianamente com seu desempenho variável, comecei a entender lentamente seu comportamento. Aprendi que devia ser rude apenas no momento certo, sabendo usar a força para castigar quando preciso. Nunca ter medo e sempre impor a minha vontade, de mestre e dono. Em suma, tratando o computador da mesma forma que se deve tratar uma mulher!
Se não funciona, vou logo castigando. Se faz corpo mole, vou logo dando esporro. Faço tudo como manda a cartilha do Homem com H maiúsculo!
Acho que estou indo bem, mas até agora não deu certo nem com o computador, muito menos com as mulheres...
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terça-feira, outubro 28, 2003
Posted
9:05 AM
by André Melo
Dos males do chiclete
Quando a gente é pequeno vive acreditando em umas coisas absurdas, meio sem-pé-nem-cabeça. Acho que toda criança é um pouco maluca, fora da realidade. Meu irmão diria que elas são todas autistas, o que não é exatamente correto, mas tem lá seu sentido. Por sorte, depois que crescem elas acabam tomando jeito e ficando normais. Pelo menos a maioria, as que não conseguem ou vestem camisas-de-força ou se escondem por trás de um trabalho tranqüilo, como restaurador de pinturas ou colunista de jornal.
Assim como a maioria das pessoas, eu também tive uma infância repleta de fantasias e idéias estranhas (todas devidamente superadas). Uma das que mais me recordo era uma que me aterrorizava na hora do recreio: a crença de que se engolisse um chiclete enquanto estivesse mascando muito provavelmente iria morrer.
Premonição macabra ou maldição Ping Pong, não me refiro a nada disso, na minha cabeça isso poderia ser explicado cientificamente. Conseguia até visualizar toda cena, vista por dentro do aparelho digestivo a partir do momento em que engolisse o chiclete. A goma de mascar escorregava goela abaixo e aí começava a tragédia. Rapidamente o chiclete grudaria no esôfago, assim como faz nos nossos sapatos, e começava a sufocar o sujeito. Mas a história não acabava por aí, sentindo que o ar lhe faltava, o infeliz começaria a tentar puxar o oxigênio com toda força. Porém, ao invés de encher os pulmões, o chiclete impediria a passagem do ar fazendo bolas dentro da garganta. Isso mesmo, bolas de chiclete, só que dentro do sujeito! E assim, de bola em bola, a pessoa sucumbia sem forças.
Sei que pode parecer ridículo, mas acho que acreditei por muito tempo que existia esse risco de morrer com um simples chiclete. Sempre me pergunto de onde eu devia ter tirado essa história. Sozinho é que eu não podia ter criado isso, era jovem demais para pensar em algo tão elaborado, macabro e pegajoso. Mas quem poderia ter colocado uma idéia tão doentia na minha cabeça?
Muito tempo se passou desde que mascar chiclete deixou de ser uma aventura de vida ou morte. Mesmo assim, faço questão de saber quem foi o autor dessa teoria descabida que me enganou por muitos anos. Suspeitos eu tenho, mas confesso que ainda não cheguei a qualquer conclusão.
A primeira pessoa que teria interesse de impedir uma infância saborosa no mundo dos chicletes foi, sem duvida nenhuma, a minha mãe. Não sei o que as mães têm contra os chicletes, com a minha não foi diferente, ela também detestava que eu e meus irmãos mascassem. Ela é uma das prováveis autoras da lenda de morrer com chicletes, o que seria suficiente para que as autoridades tivessem lhe caçado a guarda dos filhos. E olhe que falo sério, esses dias li no jornal sobre uma mãe que perdeu a guarda da criança só porque a obrigava a tomar banho e fazer o dever de casa. O filho tomava banho todo dia e fazia o dever da escola, o juiz entendeu que eram maus tratos e a mãe foi presa. Tudo bem que devia ser difícil escrever com toda aquela água caindo na cabeça, ainda mais fria daquele jeito. Isso sem falar em estudar matemática com um estilete apontada pro pescoço devia ser dureza...
Outra pessoa que poderia ter inventado essa história de morrer com chicletes foi a minha irmã. Ela pode ter inventado isso tudo para não ter que dividir comigo as guloseimas, já que nossa cumplicidade não chegava a seção dos doces. Era com ela que eu protagonizava brigas homéricas pelo vidro de bolachas. Hoje, porém, tudo isso são simples recordações, ela se casou, foi morar longe daqui e não temos mais brigas pelo vidro de bolachas. Ela levou embora, aquela tratante...
O último suspeito que tenho é o meu irmão mais velho, mas esse é certeza que não foi. Ele nunca iria inventar essa conversa fiada só para ficar com os doces, foi com esse meu irmão que aprendi desde pequeno a ser generoso e dividir todas as coisas. Tudo que ganhava ele me ensinou que devia oferecer e dividir, antes de mais nada. Se tivesse doces, antes de comê-los devia vir e oferecer. Se ganhasse presentes, devia vir e oferecer. Com dinheiro, a mesma coisa, devia vir e oferecer. Nossa convivência foi sempre boa nesse aspecto, como sempre eu oferecia e dividia tudo só com ele, ele parou de me bater. Pelo menos com a corrente, só o choque elétrico que ele ainda usa.
— E agora, tio? – perguntou meu sobrinho todo preocupado.
— Que foi? Engoliu o chiclete?
— Ahã – ele concordou com uma carinha fúnebre.
— Não se preocupe, não vai acontecer nada – tratei de acalmá-lo.
— Ufa! – ele vou a sorrir aliviado.
— Só aquela sua festa de aniversário que será trocada.
— Hã??
— Missa de corpo presente não tem festa. Só espero que tenha bolo...
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terça-feira, outubro 14, 2003
Posted
9:37 AM
by André Melo
Estou aqui para a segurança de todos
Na janela, aquela alavanca vermelha se destaca de dentro do ônibus, é impossível não vê-la. Sempre que faço uma viagem de coletivo acabo me posicionado ao lado de uma delas sem perceber. Curiosidade, coincidência? Claro que não, prefiro chamar isso de instinto de herói, isso mesmo, instinto de herói. Uma coisa que só têm aqueles que se preocupam com a segurança e o bem estar coletivo. Não que queira insinuar que eu seja uma dessas pessoas, não estou dizendo isso, mas quem sempre fala isso não sou eu, sim o povo, fazer o quê?
Para vocês que não conhecem, as alavancas vermelhas são aquelas que, em caso de emergência, são usadas para abrir a janela para as pessoas desceram do ônibus. Não em condições normais, é claro, elas só podem ser usadas em caso de extrema emergência, como num capotamento, um capotamento seguido de incêndio, capotamento seguido de incêndio e queda do precipício ou então num capotamento seguido de incêndio com queda no precipício e abdução. Por sorte uma coisa dessas jamais aconteceu, pelo menos comigo dentro, o que significa que nunca vi uma dessas alavancas vermelhas sendo acionadas.
Quando me coloco no ônibus faço questão de ficar perto da alavanca vermelha. Vai que quando a gente precisa usar aparece um desses velhinhos sem força e fica bem na frente? O velhinho não consegue abrir a janela e todo mundo morre. Mas calma, para isso desenvolvi uma técnica para impedir que os velhinhos fiquem no lugar que costumo ficar. Quando um desses senhores fica atrapalhando, invento uma coisa qualquer para obrigá-lo a sair do ônibus. Algo mais ou menos assim:
— Meu Deus! Eles montaram uma barraca de beijo para provar a eficiência do novo Corega tabs! Ei... e quem é aquela dando os beijos? Não acredito, Hebe Camargo!!
Geralmente dá certo, os velhinhos ficam eufóricos e descem na mesma hora. Às vezes até com o ônibus em movimento. Tudo para que eu posso ficar ao lado da alavanca quando ocorrer alguma emergência. Como vocês podem ver, eu tenho tudo planejado, já li centenas de vezes aquelas instruções com as figuras do carinha empurrando a janela. A única coisa que me irrita nessa história toda é por que essa porcaria de emergência está demorando tanto? Precipício, incêndio, nada disso, sequer uma capotagenzinha de leve...
Confesso a você que já esperei demais pela tal emergência, precisava puxar aquela alavanca vermelha para saber se aquela geringonça funcionava de fato. Como capotagens de ônibus só aconteciam nos filmes do Bruce Willis, acho que deveria baixar o meu critério para considerar uma situação emergencial. Sim, porque muitas situações podem ser consideradas emergenciais sem necessariamente envolver acidentes.
Pensando assim, se eu estivesse num congestionamento e lembrasse que tinha esquecido o feijão no fogo, não ia ter emergência maior que essa. Ainda mais se a panela fosse nova. Numa situação dessas, eu iria explicar as circunstâncias para não gerar pânico:
— Bem, numa situação dessas não me resta outra alternativa senão puxar essa alavanca vermelha. Por favor, se acalmem, eu sei o que estou fazendo, ajam normalmente e aproveitem a viagem.
O segredo está na tranqüilidade, qualquer outra pessoa iria se descabelar quando lembrasse que esqueceu a panela no fogo. Era uma pena eu não cozinhar, pelo menos se soubesse poderia esquecer o feijão no fogo. Daí então poderia saber se aquele raio daquela alavanca vermelha funcionava como mostra o adesivo na janela do ônibus. Falo isso porque tenho lá minhas dúvidas, se funcionasse tão bem assim seriam usadas como uma saída alternativa. Algo que fosse anunciado pelas gravações: “Desembarque pelas portas 2,4 e pelas janelas com alavanca vermelha”.
É mesmo, nunca ouvi eles mencionarem esse tipo de coisa, você não acha isso estranho? Agora tudo se encaixa, na verdade aquela alavanca é só para dar a sensação de segurança, assim como as faixas de segurança para pedestres. Isso tem que se tornar público, porque a impressão que nos passam é que a alavanca funciona como aquelas sirenes de incêndio. É só quebrar o vidro que elas chamam os bombeiros. Ei... espera aí. Será que elas chamam mesmo?
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1:01 AM
by André Melo
Questionamentos de Charlie Brown
por André Melo
Não sei se vocês tiveram a oportunidade de ver "Volte para casa Snoopy", que passou no Dia das Crianças no SBT. Se tiveram, que sorte, estava muito divertido.
Uma coisa, porém, me deixou bastante intrigado e gostaria que vocês me ajudassem a entender. Certa parte, Betty Pimentinha pergunta para o Charlie Brown o que ele entendia por amor. Ele pensa por um instante e diz mais ou menos assim:
— Meu pai conta que quando era mais jovem tinha um Ford 38 que gostava muito de passear. Naquela época, ele gostava de uma menina e fazia questão de lhe dar carona. Muito gentil, ele vinha até o lado do passageiro e abria a porta para a moça entrar, tudo como um perfeito cavalheiro. Quando ele voltava para entrar, ela tinha abaixado o pino e se trancado. Ele não conseguia entrar e ela ficava lá dentro fazendo caretas e rindo. Papai disse que isso é o amor.
Espero que cheguem a uma conclusão sobre isso e assim que chegarem, por favor, me escrevam. Eu ainda não sei o que pensar.
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domingo, outubro 12, 2003
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11:04 AM
by André Melo
Devíamos seguir o exemplo americano
escrito pela autoridade Delegado Maranhão
Ultimamente muito tem se falado da eleição de Arnold Schwarzenegger para governador do estado Nevada, nos EUA. Grande parte do que tem se falado, por sinal, pura chacota e avacalhação. Mais uma vez, o povo brasileiro me envergonha ao desprezar o exemplo de democracia dado pelos americanos. Sou completamente a favor da eleição de Arnold para o governo de Ohio, e desde o início apoiei a candidatura. Acho até que deveríamos fazer algo parecido aqui em nosso país.
Arnold, governador do estado de Utah
Sim, como não? Se eles podem, nós também podemos! No nosso governo falta alguém assim, uma pilha de músculos com um baita carisma. Isso mesmo, o Lula até que não é má pessoa, mas duvido que levante muito peso como Arnold. É claro que isso é importante, pelo menos foi assim que pensaram os eleitores da Geórgia que votaram em Schwarzenegger. Sendo assim, passei muito tempo pensando em um similar brasileiro para o governador do Mississipi. Mas quem poderia ser?
Antes que o desanimo tomasse conta, finalmente achei a pessoa ideal para o cargo. Essa pessoa vocês vão conhecer em primeira mão! Senhoras e senhores, eis o próximo salvador da pátria:
Vote em Alexandre Frota
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sábado, outubro 11, 2003
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1:00 AM
by André Melo
Personagens prediletos
por André Melo
Penalizados com o final dessa novela das oito, pedi para cada um dos colaboradores (que pouco andam colaborando ultimamente) apontarem o personagem que sentirá saudade. Convido também vocês, queridos leitores, a deixarem sua opinião e seu personagem predileto de "Mulheres Apaixonadas".
Atanagildo Parintins, porno-poeta, modelo e ator
"Dentro todos os personagens dessa fantástica novela, porno-poetamente falando, o que eu mais vou sentir saudade é da Natália do Vale. Nunca uma mulher prestigiou tanto a classe dos taxistas como ela, isso sem falar daquele final ordinário apenas comprovando aquela célebre frase da filosofia milenar chinesa que diz mais ou menos assim: A mulherada não vale nada."

Clédisson Craveira, autor da novela "Homens de Barraca Armada"
"Essa é fácil de responder vou ficar com saudades da Dóris, ela é muito boa. Boa atriz, entende? Ainda bem que posou pra Playboy e a gente não precisa esperar até o "Vale a pena ver de novo" para ver o seu talento."

Senhor Delegado Maranhão
"De todos os dramas que presenciei na novela, nenhum me chocou tanto quanto aquela personagem que não teve final feliz: a coitada da Inês, a avó de Salete. Ela acabou sem neta, sem companhia e sem $$... Além disso, cá entre nós, ela é uma tetéia!
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terça-feira, outubro 07, 2003
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7:56 AM
by André Melo
Reality Papa
Às vezes parece que estamos sonhando acordado, dormindo de olhos abertos, como se estivéssemos esperando uma surpresa. Era exatamente assim que me sentia naquela noite, quando vasculhava os canais da televisão a cabo exercitando o polegar e tentando aprender árabe com a Al-Jazira. Como vocês podem imaginar, já estava em clima de fim de festa, procurando qualquer coisa na televisão para matar o tempo. Foi numa dessas zapiadas que cheguei até uma propaganda de cair o queixo.
Não me refiro a qualquer produto mágico como uma fantástica escova para tapetes ou uma fantástica loira segurando uma escova para tapetes, na verdade era só um capítulo de um novo reality show. Não que esses programas tenham algo de extraordinário, ainda mais agora que sua fórmula já foi incansavelmente repetida, mas o tal episódio me pareceu estranho logo de início.
Aquela propaganda começava com frases poéticas ditas com um pôr-do-sol daqueles feitos para emocionar. Quando finalmente começou, as cenas que se seguiam me deixaram ainda mais confuso, principalmente na pessoa que era o centro das atenções: o Papa.
Peraí, deve ter alguma coisa errada, aquele lá não podia ser o Papa. Talvez só mais um cara que se parece com o Papa, algo como o Tom Hanks da novela das 8. Mas onde já se viu um reality show com o Papa? Tentando entender o que se passava, continuem com os olhos grudados na TV. Entre as imagens que mostravam o João Paulo II, uma voz de fundo narrava como tinha sido seu dia, quem ele tinha canonizado hoje, os que foram beatificados e coisa e tal. Deu o intervalo comercial e comecei a tentar digerir a coisa toda.
Era engraçado pensar onde as coisas tinham chegado. No começo, o público queria conhecer a rotina das pessoas comuns, em seguida se interessaram pelos ricos e famosos. Até aí tudo bem, mas pensar que um dia as coisas acabariam no Papa João Paulo II era outra coisa, acho que ninguém tinha ido tão longe. A vinheta do pôr-do-sol começou de volta, os comerciais já tinham acabado (adoro TV a cabo). Enquanto a imagem mostrava a praça São Pedro vista do alto, a voz anunciava a melhor parte do programa.
Nessa hora fiquei bastante curioso, lamentei até não ter feito pipoca. Se aquele programa já estava sendo curioso, imagine só como seria a melhor parte. Mas qual seria a melhor parte? Talvez uma briga de coroinhas, um escorregão do arcebispo, sei lá, podia ser tanta coisa. Em poucos instantes a imagem se aproximou e voltou a estampar o Papa. Olhava com atenção para desvendar o mistério. A cena mostrou João Paulo II lendo discursando e de repente parava de cansaço. Na platéia, palmas e gritos de incentivo. Em seguida o papa perdia o fôlego, a multidão se agitava. Por fim, para o delírio de todos, o Papa tossia. O momento era tão especial, segundo o narrador, que merecia ser repetido em câmera lente e em close.
Pouco depois o programa se encerrava lembrando o telespectador que estariam no mesmo canal e no mesmo horário no dia seguinte. A voz também lembrava que a série estava chegando aos seus capítulos finais. Os créditos subiam juntamente com o emblema de direitos reservados e assegurados pela emissora. O programa tinha acabado e daria lugar à próxima atração, “Plantão Médico”.
Puxa vida, aquilo não fazia o menor sentido, onde se viu fazer das dificuldades do Papa um motivo para um reality show? Acompanhar dia-a-dia seu estado de saúde se degenerando tinha virado uma atração de TV a cabo, algo como seriados enlatados americanos. Se soubesse desse tipo de abuso jamais tinha assinado essa TV a cabo. Assinatura em TV a cabo? Mas quem disse que assino um TV a cabo?
Foi somente nesse momento que acordei e percebi que aquilo tudo tinha sido só um sonho, na verdade estava apenas cochilando em plena TV aberta. Em vez de reality show, o jornal da noite passava as notícias do mundo real, com problemas reais e outras coisas legais. Refeito do susto, ia já desligando a TV quando ouvi que no próximo bloco iria mostrar as últimas notícias do Papa. Sabe de uma coisa, seja sonho ou realidade o melhor mesmo é ler um livro.
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quinta-feira, outubro 02, 2003
Posted
12:21 AM
by André Melo
Atendendo a uma porrada de pedidos
voltamos a apresentar a novela
Homens de Barraca Armada
a versão macho dessa novelinha das 8
idealizada por Clédisson Craveira, um macho do caralho
O padreco não agüenta mais as tentações daquela gostosona da Lavínia Vlasak e resolve pedir conselhos ao arcebispo
— ... e ela vive aparecendo no meu quarto como algum pretexto para se esfregar na minha batina.
— Meu Deus!
— ... e ela se preocupa tanto comigo, arcebispo. Como sabe que eu gosto de terra e de plantas, me chamou na casa dela para organizar uma horta. Ela queria que eu plantasse a mandioca...
— Santo Deus!
— ... ela molhou a camiseta branca só para me mostrar os seis fartos dentro daquele corpinho esbelto.
— Mas será o saci!
— Pois então, arcebispo, nem sei mais como lidar com a moça.
— Calma, padreco da caralho! Mande essa pobre criatura rezar 13 Ave Maria.
— Já mandei, não adiantou nada, ela continua enrabichada.
— Então mande ela rezar 13 Ave Maria só que ajoelhada no milho!
— Também não adiantou, ela disse que ajoelhar no milho a deixava com pensamento picantes.
— Mas será o Benedito! Mande essa menina rezar 13 Ave Maria, ajoelhada no milho e depois diga pra ela tomar uma ducha gelada, pra apagar o fogo no rabo!
— Eu fiz isso, arcebispo, e também não adiantou! Ela falou que quando a água cai no seu corpo suado, ela só conseguia pensar em mim.
— Deus que me perdoe, mas putaqueopariu! Fale pra essa ninfomaníaca do satanás para rezar 13 Ave Maria, 73 Pai Nosso e 154 Salve Rainha durante três dias seguidos, de jejum, em cima do milho, debaixo da ducha fria e contando quantas vezes o nome Isaac aparece na lista telefônica de Tel Aviv.
— Eu mandei, sua eminência, eu mandei ela fazer tudo isso que o senhor falou! Só que ela disse que enquanto a água gelada lhe caia no corpo, rezava os Salve Rainha, ajoelhava no milho e contava o número de Isaacs na lista, ela só conseguia pensar em mim. Ela disse que só conseguia pensar em mim, ela ficava me imaginado numa missa inteiramente nu! Eu estava rezando a missa nu, só usando um cueca de elefantinho.
— Cueca de elefantinho? Puta merda, o caso é sério mesmo. Escuta, padre do caralho, você mandou ela rezar e não adiantou.
— Não adiantou nada.
— Você mandou ela ajoelhar no milho e não deu em nada.
— Nadinha.
— Ducha gelada também não funcionou.
— Nada nada.
— Sabe de uma coisa... deixa de ser bundão e dá logo um CREU nessa gostosa!
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